sábado, 26 de janeiro de 2013

Oração da serenidade
Deus, dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa,e sabedoria para que eu saiba distinguir a diferença: vivendo um dia a cada vez, aproveitando um momento de cada vez; aceitando as dificuldades como um caminho para a paz; indagando, como fez Jesus, a este mundo pecador, não como eu teria feito; aceitando que o Senhor tornaria tudo correto se eu me submetesse à sua vontade para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida e extremamente feliz com o Senhor para sempre no futuro.
Amém.
(Autor desconhecido)

PLANO DE AULA – LIBRAS

*Caciací Santos de Santa Rosa


Série / Ciclo 1º. ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Área do Conhecimento: LIBRAS / LÍNGUA PORTUGUESA
Objetivo Geral: Desenvolver a comunicação e a interação entre os alunos promovendo estratégias que permitam a aquisição e o desenvolvimento da Língua de Sinais (LIBRAS) como primeira língua e oportunizar o contato com a Língua Portuguesa, como segunda língua.
Objetivos específicos:
  • Conhecer o alfabeto manual utilizado pela comunidade surda brasileira;
  • Compreender que o alfabeto manual é um recurso utilizado para soletrar nomes de pessoas, lugares, rótulos e outras palavras que não exista um sinal específico;
  • Reconhecer e grafar as letras do alfabeto associando o grafema da língua portuguesa à sua representação através do alfabeto manual;
  • Oportunizar aos educandos a prática da linguagem de sinais;
  • Estimular a participação dos educandos no processo de ensino e aprendizagem da língua de sinais, ajudando no desenvolvimento da autonomia e dos processos comunicativos.
Conteúdo:
  • O alfabeto
Situações Didáticas:
  • Expor aos alunos que iremos estudar o alfabeto.
  • Colocar os alunos em dupla e distribuir cartelas com alfabeto (bilíngüe).
  • Apresentar cartaz contendo alfabeto ilustrado (português+LIBRAS+ilustração).
  • Ler pausadamente com a turma o alfabeto representando cada letra através do alfabeto manual.
  • Distribuir atividade xerocada às duplas onde os alunos deverão colorir e recortar as letras e as gravuras.
  • Solicitar que os alunos colem na folha de papel a sequencia correta do alfabeto associando (português+LIBRAS+ilustração).
Recurso:
  • Cartaz com o alfabeto em língua portuguesa e LIBRAS
  • Quadro com piloto
  • Folhas de papel A4
  • Lápis, borracha e canetas coloridas
  • Atividade impressa
Avaliação:
  • Observação direta do nível de envolvimento e participação de cada aluno nas atividades propostas e registro em relatório individual.

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA EM CLASSE HOSPITALAR

*Caciací Santos de Santa Rosa


NA MAGIA DO CONTO ME ENCONTRO MAIS SAUDÁVEL E MAIS FELIZ

PUBLICO – ALVO: Pacientes do GACC (Grupo de Apoio à criança com câncer)

Introdução
Algumas pesquisas revelam que o trabalho dos contadores de histórias tem ajudado no tratamento de crianças com câncer, tendo um efeito terapêutico, ajudando a reduzir o estado de stress das crianças, melhorando o humor o estado emocional, bem como ajudando a promover a interação das crianças com os médicos e com as outras crianças. Ajudando também na melhoria do apetite e aumentando as chances de cura.

Esse projeto foi pensado visando promover momentos de entretenimento às crianças atendidas pelo GACC, pois o paciente oncologico geralmente passa por momentos de muito sofrimento e dor durante o tratamento de combate à doença. Nesse sentido não há nada melhor do que oferecer a esses pacientes momentos de alegria e descontração através da contação de histórias infantis.

Justificativa:
As crianças hospitalizadas geralmente ficam deprimidas por não terem oportunidade e nem motivação para brincar, fantasiar e imaginar outras situações diferentes daquela que estão vivenciando, sendo assim esse trabalho justifica-se pela necessidade de proporcionar às crianças em tratamento contra o câncer a oportunidade de ouvir contos infantis que as façam criar situações simbólicas de ambientes, seres e pessoas alegres e prazerosas, diferente daquele ambiente em que se encontram, favorecendo ao seu equilíbrio emocional, bem como melhorando seu estado de saúde física e psicológica.

Objetivo geral
Promover momentos de entretenimento às crianças com câncer por meio da contação de histórias infantis, visando tornar o período do tratamento mais alegre e saudável, contribuindo positivamente para o bem estar da criança.

Objetivos específicos:
- Aumentar a auto-estima das crianças em tratamento contra o câncer;
- Melhorar o estado de humor e a disposição das crianças através de situações comunicativas e de interação;
- Promover momentos de descontração e interação onde as crianças expressar seus sentimentos e desejos através de representações simbólicas narradas oralmente a partir de recriações dos contos ou de desenhos;

Metodologia:
Esse trabalho será desenvolvido através das seguintes etapas:
ETAPA I
Primeiro contato com a equipe do GACC para troca de informações e esclarecimentos.
Primeiro contato com as crianças: roda de conversa onde elas possam expressar-se livremente, visando levantar os conhecimentos prévios das mesmas a cerca dos contos infantis.
ETAPA II
Selecionar os contos que as crianças demonstraram ter maior interesse e outros que expressem situações alegres.
ETAPA III
Hora do conto: Narrar histórias infantis para as crianças com auxilio de ilustrações, fantoches ou dedoches.
Obs.: Incentivar para que as crianças expressem-se oralmente contando seu ponto de vista sobre a historia.
ETAPA IV
Criar um momento lúdico onde os crianças possam expressar-se através de desenhos e pintura, contando algo sobre a história que ouviu.

Recursos necessários:
Livros de histórias infantis, fantoches, dedoches, papel A4 (branco e cores), lápis preto, lápis de cor, hidrocor, giz de cera e borracha.

Avaliação:
A avaliação do projeto se dará de forma processual e continua, observando o envolvimento e a participação das crianças durante o desenvolvimento das atividades propostas.

 *Licenciada em Normal Superior pelas Faculdades Jorge Amado (2005), Especialista em Novas Tecnologias Aplicadas à Educação pela Faculdade São Salvador – BA (2006). Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal da Bahia –UFBA (2007). Pedagoga pelo Centro Universitário Jorge Amado- SSA-BA (2010). Aluna do Curso de Especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Faculdade São Bento da Bahia (2013) e atualmente Gestora e Coordenadora pedagógica de Unidade de Ensino da Rede Municipal de Salvado-BA.


DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE HOSPITALIZADOS
1. Direito e proteção à vida e a saúde, com absoluta prioridade e sem qualquer forma de discriminação.
2. direito a ser hospitalizado quando for necessário ao seu tratamento, sem distinção de classe social, condição econômica, raça ou crença religiosa.
3. Direito a não ser ou permanecer hospitalizado desnecessariamente por qualquer razão alheia ao melhor tratamento da sua enfermidade.
4. Direito a ser acompanhado por sua mãe, pai ou responsável, durante todo o período de sua hospitalização, bem como receber visitas.
5. Direito a não ser separado de sua mãe ao nascer.
6. Direito a receber aleitamento materno sem restrições.
7. Direito a não sentir dor, quando existam meios para evitá-la.
8. Direito a ter conhecimento adequado de sua enfermidade, dos cuidados terapêuticos e diagnósticos a serem utilizados, do prognóstico, respeitando sua fase cognitiva, além de receber amparo psicológico, quando se fizer necessário.
9. Direito a desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do curriculum escolar, durante sua permanência hospitalar.
10. Direito a que seus pais ou responsáveis participam ativamente do seu diagnóstico, tratamento e prognóstico, recebendo informações sobre os procedimentos a que será submentido.
11. Direito a receber apoio espiritual e religioso conforme prática de sua família.
12. Direito a não ser objeto de ensaio clínico, provas dianósticas e terapêuticas, sem o consentimento informado de seus pais ou responsáveis e o seu próprio, quando tiver discernimento para tal.
13. Direito a receber todos os recursos terapêuticos disponíveis para a sua cura, rabilitação e ou prevenção secundária e terciária.
14. Direito a proteção contra qualquer forma de discriminação, negligência ou maus tratos.
15. Direito ao respeito a sua integridade física, psíquica e moral.
16. Direito a preservação de sua imagem, identidade, autonomia de valores, dos espaços e objetos pessoais.
17. Direito a não ser utilizado pelos meios de comunicação, sem a expressa vontade de seus pais ou responsáveis, ou a sua própria vontade, resguardo-se a ética.
18. Direito a confidência dos seus dados clínicos, bem como Direito a tomar conhecimento dso mesmos, arquivados na Instituição, pelo prazo estipulado em lei.
19. Direito a ter seus direitos Constitucionais e os contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, respeita
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, 17/10/95 - Seção I, p.163/9-16320 - Brasília - Distrito Federal
 Texto na integra Disponível em: http://www.mp.rs.gov.br/infancia/legislacao/id2178.htm


 

A IMPORTÂNCIA DA INTERAÇÃO ENTRE OS ASPECTOS COGNITIVO, AFETIVO E SOCIAL NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA).

Caciací Santos de Santa Rosa1

RESUMO
Esse artigo aborda a importância da interação entre os aspectos cognitivo, afetivo e social na aprendizagem dos alunos da educação de jovens e adultos (EJA). Para tanto fizemos uma revisão de literatura buscando trazer algumas contribuições que alguns autores trazem a respeito do tema, a fim de tentar compreender suas implicações na aprendizagem dos indivíduos.


Palavras-chave:
Aprendizagem. Cognitivo. Afetivo. Social.


INTRODUÇÃO
A aprendizagem humana é um processo continuo de construção de conhecimentos que envolve fatores e ordem cognitiva, afetiva e social. Cognitiva pois nela estão inseridas as multiplas capacidades fisiologicas e intelectuais de asimilação de informações e construção de conhecimntos; afetiva pois está relacionada com as emoções e desejos do sujeito aprendente e social no que diz respeito ao contexto social em que o individuo está inserido, bem como aos fatores multiculturais inerentes a esse contexto. Segundo Rubinstin (2003) a aprendizagem é concebida como um processo que demanda ação, autoria e criatividade por parte do sujeito da aprendizagem.

Rego (1995) afirma que segundo a toria Vygotskyana as funções psicológicas humanas se originam nas relações do individuo e seu contexto cultural e social. Nesse sentido a linguagem tem um papel fundamental de destaque nos processos de pensamentos. Pois o homem não é só um produto do meio, mas é também um agente criador e modificador do meio.
    2 . O ALUNO DA EJA COMO SUJEITO DA APRENDIZAGEM
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) atualmente é composta principalmente por alunos tabalhadores das classes populares que não tiveram oportunidade de frquentar uma escola regular quando criança e muitos que até começaram a frequentar porém tiveram que abandonar os estudos pela necessidade de trabalhar para sobreviver e para ajudar a manter suas familias. Muitos desses alunos por terem interrompido quando criança o processo de construção das habilidades de leitura e escrita apresentam muita dificuldade para a aquisição de tais habilidades e isso se acentua ainda mais devido aos fatores de ordem afetiva da aprendizagem, pois a baixa autoestima, a vergonha e o medo de errar e ser criticado pelos colegas ou ate mesmo pelo professor é um dos principais obstáculos da aprendizagem que esses alunos enfrentam diariamente nas salas de aula.

Segundo Freire (2005) alfabetização de adultos como um ato de conhecimento, como ato criador e como ato político é um esforço de leitura do mundo e da palavra, pois já não é mais possivel um texto sem contexto.
A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. (FREIRE, 2005, p.11)

Cabe ressaltar que a aprendizagem da leitura e da escrita é algo bastante complexo pois envolve todo um sistema de representação simbolica da realidade, nesse sentido para aprender a ler e escrever o individuo necessita manter equilibrada a relação entre os fatores cognitivo, afetivo e social da aprendizagem, isso inclui despir-se do medo e da vergonha de errar, bem como se abrir ao novo, buscando agregar o que já se sabe ao que se deseja aprender.

Segundo Carrara (2004) os estudos de Wallon afirmam que afetividade é um campo funcional mais elaborado do que a emoção, embora tenha nela sua origem como elemento que possibilita o acesso ao universo simbólico do grupo social, incluindo aí a linguagem. Nesse sentido a teoria psicogenética de Wallon revela-se de grande importância para a educação, pois compreende a o individuo completo, o que ressalta a necessidade de promover uma prática pedagógica que dê conta dos aspectos intelectuais, afetivos e sociais, de forma interligada e sem privilegiar o cognitivo, tornando a escola um espaço de desenvolvimento integral da pessoa.

3 . CONSIDERAÇÕES FINAIS
Toda vez que falamos em aprendizagem na EJA não podemos deixar de levar em conta a relação entre os aspectos cognitivos, afetivos e sociais dos alunos. Pois os sujeitos aprendntes da EJA são em sua maioria pessos trabalhadoras que chegam a noite nas salas de aula já cansados após uma jornada inteira de trabalho, muitas vezes em atividades informais e que demandam deles um grande esforço fisico. Eles trazem uma rica bagagem de conhecimentos prévios relacionados às suas vivencias cotidinas. Esses alunos, são pessoas capazes e que mereçem todo nosso respeito e admiração, bem como mereçem uma atenção especial por parte do pedagogo e do psicopedagogo, pois muitas vezes esse alunos bloqueiam seu processo de apredizagem devido a fatores de ordem afetiva como: baixa autoestma, vergonha e medo de errar. Para ajudar esses alunos a superar esse problema é preciso que o professor tenha sensibilidade e habilidade para trabalhar tanto os aspectos cognitivos da apendizagem quanto os afetivos. Para isso é preciso criar um clima de confiança e respeito na sala de aula, a fim de que o aluno se sinta acolhido e não tenha medo e nem vergonha em aprender. É preciso que ele veja na figura do professor um parceiro que irá auxilia-lo no processo de aprendizagem.

É necessário fazer com que o aluno sinta desejo e segurança naquilo que está aprendendo, por isso, é necessário trabalhar cotidianamente na sala de aula os aspecto cognitivos e afetivos da aprendizagem, através de atividades desafiadoras porém alcançavéis e de estímulos positivos que os ajudem a elevar a autoestima, deixando de lado o medo e a vergonha, que são grandes entraves no processo de aprendizagem dos alunos a EJA.

Precisamos fazer com que os alunos compreendam que o processo de aprendizagem humana em qualquer época da vida é algo belo e útil para si mesmo e para os outros, por isso, é algo que deve ser apreciado e respeitado. É preciso fazer com que eles compreendam que o erro faz parte do processo de aprendizagem nos impulsionando a buscar novos caminhos na construção do conhecimento.

Esse artigo é um estudo preliminar simples e suscinto, porém é indicado aos pedagogos, picopedagogos e estudantes da àrea, pois ajuda-nos a fazer uma breve reflexão sobre a interação entre os aspectos cognitivo, afetivo e social na aprendizagem dos alunos da EJA.


1Licenciada em Normal Superior pelas Faculdades Jorge Amado (2005), Especialista em Novas Tecnologias Aplicadas à Educação pela Faculdade São Salvador – BA (2006). Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal da Bahia –UFBA (2007). Pedagoga pelo Centro Universitário Jorge Amado- SSA-BA (2010). Aluna do Curso de Especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Faculdade São Bento da Bahia (2013) e atualmente Gestora e Coordenadora pedagógica de Unidade de Ensino da Rede Municipal de Salvado-BA.

 
REFERÊNCIAS


CARRARA, Kester. (org). Introdução à psicologia da educação: seis abordagens. São Paulo, Evercamp, 2004.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em tres artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 2005.
REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma perpectiva histórico – cultural da educação. Petrópolis: Vozes, 1995.
RUBINSTEIN, Edith Regina. O estilo de aprendizagem e a queixa escolar: entre o saber e o conhecer. São Paulo: Casa doPsicologo, 2003.





















 

RESENHA

JUCÁ, Margareth R. B. Lima. Sindrome de Caim: Psicologia Escolar, Psicopedagogia e o “fracasso escolar” como mercado de trabalho. Estudos de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, v.5, n.1, p. 253-260, 2000.

Margareth R. B. Lima Jucá é mestranda do programa de Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, bolsista da CAPS e psicologa. O artigo aborda a psicopedagogia como uma área de estudo recente no Brasil e evidencia que o fracasso escolar surge de uma necessidade da escola e não do aluno. A autora apresenta a psicopedagogia como um conhecimento interessado nos problemas relacionados ao fracasso escolar, afirma que a Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp) está reivindicando a possibilidade da psicopedagogia vir a tornar-se uma profissão legalmente reconhecida. Porém, em contrapartida o Conselho Federal de Psicologia (CFP)tem apresentado argumentos contrários ao reconhecimento da profissão de psicopedagogo baseado nas características da formação, na forma de atuação, na base teórica que a fundamenta, entre outros. Pois, a psicopedagogia enquanto área de estudo não tem um corpo teórico próprio pois, precisa recorrer à psicologia e à pedagogia para pensar seu objeto de estudo. Segundo a autora os campos de atuação da psicopedagogia poderão ser clinica e/ou institucional, enfatizando os problemas e aspectos individuais do processo de ensino e aprendizagem. A autora afirma que a maioria dos psicólogos no Brasil preferem trabalhar em consultórios particulares de foma clinica e terapêutica do que em áreas ligadas à educação, devido à baixa remuneração e à falta de condições de trabalho na área escolar. Para a autora a “Síndrome de Caím” se configura pelo impasse entre as categorias dos psicologos e a dos psicopedagogos que apesar de apresentarem ideias e posturas semelhantes não conseguem entrar em um consenso respeitando a formação e o campo de atuação de cada uma e costumam fazer retaliações uma à outra. A autora busca fazer uma reflexão sobre a formação do psicopedagogo afirmando que a psicopedagogia não pode apropriar-se de técnicas psicológicas na sua formação e atuação a para não agir ilegalmente. Porém, também afirma que os psicólogos através do CFP deveriam respaldassem em outros critérios se desejassem indicar as dificuldades para a existência da profissão de psicopedagogo, levando-se em consideração a história da psicologia no Brasil.Vale ressaltar que diante do atual panorama da educação no Brasil em que o fracasso escolar ainda apresenta números bastantes elevados, evidenciado pelas altas taxas de evasão escolar, repetência e analfabetismo, o mais importante não é discutir a quem compete estudar o fracasso escolar (psicologo ou psicopedagogo), mas sim, buscar soluções práticas que de fato ajudem a resolver os problemas relacionados ao ensino e à aprendizagem. Esse trabalho é indicado aos psicólogos, pedagogos, psicopedagogos, estudantes de psicologia e de psicopedagogia, pesquisadores em geral e todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre as relações que se estabelecem entre a psicologia, a psicopedagogia e o fracasso escolar.


RESUMO
A dislexia na ótica do psicopedagogo.

Pesquisa realizada em Viçosa, cidade do Estado de Minas Gerais, aborda o fracasso escolar e sua associação à dislexia, bem como os meios de atuação e intervenção do psicopedagogo no que diz respeito ao assunto. Nesse sentido buscou-se levantar um histórico da psicopedagogia e sua evolução ao longo dos tempos. Pois, a dislexia é um distúrbio de aprendizagem relacionado à linguagem (leitura e escrita) para tanto precisa ser estudado a fim de que haja uma ação psicopedagógica efetiva no sentido de diminuir seus sintomas. Cabe ao psicopedagogo estudar os processos de aprendizagem e suas dificuldades, contribuindo para melhorar a capacidade de aprender da criança, pois a psicopedagogia surgiu a partir da necessidade de solucionar os problemas da aprendizagem. A psicopedagogia ganhou evidencia no Brasil nas décadas de 70 e 80 em virtude do alto índice de evasão escolar e repetência, principalmente da escola pública. Em 1979 foi criado o primeiro curso de Pós- graduação em psicopedagogia em São Paulo. Para a ciência a dislexia é uma disfunção genética associada à linguagem que dificulta na associação entre os grafemas e os fonemas , por isso, a criança disléxica se torna um mau leitor, capaz de ler porem não consegue interpretar o que leu. Contudo, a dislexia não é considerada uma doença, bem como o disléxico não apresenta comprometimento intelectual. A psicopedagogia estuda individualmente cada individuo de acordo com suas características e necessidades particulares visando ajuda-lós no processo de aprendizagem, nesse sentido poderá ajudar ao disléxico a melhorar o desempenho escolar, ajudando-o a desenvolver suas habilidades.

Palavras-chave: Dislexia. Psicopedagogia. Fracasso escolar.
Referência:
LOPES, Cilene Knauf; OLIVEIRA, Carmen Inêz de. A dislexia na ótica do psicopedagogo. Viçosa, p.1-8.